O cansaços dos
Santos e a teimosia da Fé
Se formos honestos, há momentos em que nós, cristãos, nos sentimos
simplesmente exaustos. E não me refiro ao cansaço físico de uma rotina
pesada ou das noites mal dormidas, mas a um esgotamento mais profundo.
Há um cansaço espiritual, uma fadiga que vem de tentarmos viver com
fidelidade num mundo que parece ter enlouquecido.
No capítulo 7 de Daniel, o anjo avisa que o inimigo de Deus
“magoará os santos do Altíssimo” (v. 25). Algumas traduções
dizem que ele iria “consumir” ou “cansar” os santos.
Essa é uma descrição precisa da estratégia do mal.
Veja, nem sempre a oposição do mundo se dá através de leões famintos
ou fornalhas ardentes. Na maior parte do tempo, ela vem como uma guerra
de resistência. É a pressão constante de uma cultura que inverte a ordem
criacional, que exalta o caos e a zomba diariamente da verdade bíblica.
O objetivo não é te matar de uma vez, mas vencer pelo cansaço, até que
você desista e negocie os seus princípios só para ter um pouco de
paz.
Diante dessa realidade crua, o que nós fazemos? Ao fim da visão
assustadora sobre os reinos deste mundo, Daniel confessou: “Os meus
pensamentos muito me perturbaram, e o meu rosto empalideceu” (v.
28). Seu estômago embrulhou. No entanto, a frase seguinte de Daniel é o
que define a verdadeira resistência cristã: “mas guardei o assunto
no coração”.
A fé reformada não nos isenta da palidez, do medo ou do cansaço. Ela
não nos pede para fingir que o mundo é um parque de diversões quando, na
verdade, ele é um mar revolto cheio de bestas predatórias. Mas ela nos
ensina a teimosia da confiança silenciosa. Nós olhamos para a feiura da
história e, ainda que cansados, guardamos a promessa no peito de que o
Ancião de Dias já está sentado em Seu trono e o Reino pertence ao
Filho.
Se você está exausto de lutar contra a correnteza desta cultura, não
se desespere. O Senhor permanece no trono. Guarde a promessa no coração,
confie no tribunal celestial e continue caminhando, um dia após o
outro.


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