Muitas vezes, encaramos a evangelização e a obra missionária como um
fardo, uma espécie de “cota” celestial que precisamos bater para não nos
sentirmos culpados diante de Deus. O resultado desse pensamento é um
testemunho forçado, mecânico e, francamente, pouco atraente. Ninguém
convence outra pessoa da beleza de algo que, no fundo, apenas tolera. Se
não estamos maravilhados com Cristo, nosso chamado ao mundo soará como
propaganda enganosa.
Acredito que John Piper acerta quando afirma que “a missão existe
porque a adoração não existe”. O objetivo final da história não é a
evangelização, mas a glória de Deus sendo exaltada por toda tribo,
língua e nação. A missão é temporária; a adoração é eterna. Portanto, a
paixão por fazer o nome de Cristo conhecido não nasce de um senso de
dever árido, mas do transbordamento de um coração que está satisfeito em
Deus. Nós proclamamos o que amamos.
Por isso, o momento mais estratégico para o cumprimento da nossa
missão é, paradoxalmente, o Culto Solene. É aqui, na liturgia, na
Palavra e na Mesa, que nossos afetos são realinhados. É quando
contemplamos a grandeza de Deus que somos reabastecidos. Se o nosso
culto for frio e burocrático, nossa missão será estéril. Mas, se formos
capturados pela beleza da santidade de Deus no domingo, a missão na
segunda-feira deixa de ser um peso e torna-se a consequência inevitável
de quem viu a Glória.
Que a nossa adoração hoje seja tão genuína e profunda que nos seja
impossível ficar calados durante a semana. Como disse Pedro: “Não
podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4.20).
Rev. Weinne


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